O short Stay ou locação de curta duração, passou a ser percebido nos últimos anos como uma estratégia inteligente de exploração de ativos imobiliários. Os números mais recentes mostram que esse movimento de expansão deve se manter por muito tempo ainda. Segundo diversos levantamentos, em 2025 a oferta de imóveis de curta duração no Brasil cresceu aproximadamente 31%, enquanto a receita média do mercado short stay avançou 13,6%, percentual maior que a rentabilidade proporcionada pela maioria dos investimentos do país.
Estudos de mercado demonstram que o impacto estimado do short Stay sobre o PIB chegou a quase R$ 63 bilhões, enquanto a atividade sustentou mais de 700 mil empregos e gerou aproximadamente R$ 9 bilhões em tributos. Esses números mostram que o short stay não deve mais ser analisado apenas como uma modalidade de aluguel pois movimenta uma cadeia formada por imobiliárias, administradoras, lavanderias, manutenção, tecnologia, turismo, restaurantes, transporte e comércio local.
Vários fatores explicam a expansão desse modelo, tais como a mudança no comportamento do consumidor uma vez que o viajante atual busca cada vez mais flexibilidade. A digitalização da reserva, pela qual plataformas digitais reduziram drasticamente a distância entre proprietário e hóspede e a busca por maior rentabilidade imobiliária. Para o proprietário, uma das principais razões para aderir ao short stay é a possibilidade de obter uma receita superior àquela proporcionada pela locação tradicional.
O mercado está crescendo, mas também está ficando mais competitivo. Isso significa que entrar no short stay já não é suficiente. O proprietário precisa administrar o imóvel como um negócio já que nesse contexto a fotografia precisa vender, o anúncio precisa ser bem posicionado, o preço precisa acompanhar a demanda, a experiência precisa gerar avaliações positivas e a operação precisa ser eficiente. Nesse sentido a profissionalização passa a ser uma questão de sobrevivência.
Uma das principais transformações do setor é a passagem de um modelo baseado simplesmente na disponibilização do imóvel para um modelo de Revenue Management, realizado por uma empresa de gestão profissional de short stay, que atua gerenciando a taxa de ocupação e a operação da hospedagem. Com uma empresa profissional o objetivo de locação deixa de ser simplesmente “alugar o apartamento” e passa a ser maximizar a receita líquida e o retorno sobre o patrimônio.
O short stay deixou de ser uma tendência para se consolidar como um segmento relevante do mercado imobiliário brasileiro. Para o proprietário, a grande oportunidade está em transformar um imóvel em um ativo gerador de renda. Nesse caso, contar com empresas de gestão profissional representa muito mais que administrar reservas, significa maximizar a rentabilidade do patrimônio. O futuro do short stay no Brasil, portanto, não será determinado apenas pela quantidade de imóveis disponíveis, mas pela capacidade de transformar cada imóvel em uma operação eficiente, competitiva e rentável.





